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Temos +propostas para o Programa Anjo da Guarda

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Na última sexta-feira, o Flamengo enviou via e-mail a título de “Prestação de Contas à Nação”, um balanço de 2015 do programa Anjo da Guarda.

O FLA+ tem algumas ponderações sobre o comunicado e oferece algumas sugestões para o planejamento de comunicação do próximo ciclo.

Neste e-mail, o clube informa que houve redução na arrecadação da ordem de 15% em relação ao arrecadado em 2014, e atrela isso a dois fatores: A crise econômica do país, que certamente impactou o programa, e, de forma surpreendente e inexplicável, coloca parte da justificativa da retração nas receitas na “conta das eleições no clube”.

No lugar de apontar soluções, o texto adota uma  estratégia de buscar culpados para o mal desempenho do programa em 2015. O comunicado reclama aberta e diretamente, sobre a “recorrente ausência da transferência de imposto de rubro-negros tradicionais de alta renda” e também apela para críticas a “não-participação, em nenhum nível, dos maiores salários do clube na campanha”.

Mesmo que fossem verdadeiros os argumentos, o que faz este comunicado é afastar ainda mais potenciais colaboradores do programa culpando os pela crise do mesmo no lugar de cativá-los. Difícil imaginar que a elaboração deste comunicado passou por um processo de planejamento com objetivo de aumentar a simpatia, identificação e a aproximação com potenciais colaboradores da campanha que voltará a ocorrer em 2016.

Já que o comunicado identifica as eleições no clube como algo nocivo ao programa, cabe lembrar que um colaborador, que interpreta o famoso “Anjinho da Paz”, foi desligado do programa pelos mesmos autores deste comunicado, num ato relatado pela mídia como uma retaliação política.

Veja a matéria do jornal extra!

O Anjinho foi convidado para ser a “cara” do projeto “Anjo da Guarda Rubro-Negro” em 2013 e 2014, mas ao declarar apoio a uma chapa de oposição ele teria sido, nas palavras do próprio, “limado”.

É decepcionante que, no lugar de reconhecer os erros e apontar o foco para as lições aprendidas, a diretoria opte por atacar sócios, torcedores e empregados do Flamengo, justamente o público alvo com maior potencial de doações e consequentemente fortalecimento do programa.

Apesar de toda infelicidade do comunicado, a queda de arrecadações é preocupante e é preciso pensar em maneiras de reverter essa tendência, pois a crise econômica parece não ter uma reversão a curto prazo, e os esportes olímpicos do Flamengo não podem prescindir dos recursos deste programa.

Trata-se, portanto do momento de avaliação e propostas de melhorias para a comunicação e marketing do programa, para que em 2016 possamos reverter esta curva e obter crescimento e sucesso.

Dentro de nossa premissa de ser um grupo propositivo, visando o bem do Flamengo, seguem abaixo algumas contribuições do FLA+, a título de sugestão.

1 – O programa precisa vencer a barreira da sazonalidade imposta pelo calendário de aprovação de projetos e regras de doação via Lei de Incentivo ao Esporte. Entendemos que apesar da limitação de calendários, a comunicação do programa não pode reforçar essa sazonalidade. Portanto, deveria manter no site, uma tela de cadastro para interessados em doar, que pudessem ser contatados no período da janela de doações e devidamente orientados.

2 – Ainda durante o período de inatividade das doações, poderiam ser publicados no site, relatórios mensais sobre a forma como os recursos vem sendo aplicados, com a perspectiva de aumentar a credibilidade e a confiança junto a potenciais doadores.

3 – Os depoimentos de colaboradores, importante gatilho de engajamento de novos doadores, está limitado a apenas três. Isso precisa ser ampliado e mais divulgado.

4 – Não existe ferramenta no site que viabilize doações de pessoas jurídicas. Apenas um item do FAQ refere-se a isso e orienta a buscar informações por e-mail. Muitos rubro-negros são profissionais liberais e sócios de empresas e podem ter a percepção que não tem como colaborar. Essa chamada para pessoas jurídicas precisa receber destaque no site, nos e-mails e materiais de divulgação do programa.

5 – As informações sobre o perfil do doador precisam receber destaque no planejamento de comunicação. É preciso reconhecer que o sistema tributário brasileiro não tem uma estrutura simples e que qualquer tipo de dúvida pode levar o potencial doador a adotar uma postura conservadora e não abraçar o projeto. Por exemplo, muitos acreditam que as doações estão limitadas ao saldo de imposto a pagar na Declaração de Imposto de Renda, quando na verdade, até mesmo quem tem direito restituição pode doar dentro do imite de 6% de sua renda, que terá o valor acrescido a sua restituição.

6 – O cálculo dos 6% que podemos doar pode ser feito por uma calculadora existente no site, porém o acesso a ela, por estar no meio do processo, fica restrito a quem já tomou a decisão de doar, e isso pode fazer com que muitos sequer cheguem a esta funcionalidade. Ela deve estar disponível na página inicial do site.

7 – É preciso exemplificar para reduzir medos e dúvidas dos doadores. Além da calculadora, é preciso dar exemplos, ao estilo: “Se você tem salário de X reais, você pode doar Y reais com a garantia de devolução no momento da restituição”.

8 – Criar elementos que tangibilizem o orgulho de apoiar os esportes olímpicos do Flamengo, como diplomas ou medalhas.

9 – Realizar evento de confraternização na sede da Gávea, onde os anjos da guarda pudessem conhecer atletas e/ou receber deles as medalhas/certificados.

10 – Retomar o que foi feito em 2014 com o oferecimento de um manto sagrado, de ano anterior, a quem doasse acima de um determinado valor. O manto poderia receber um “patch” personalizado com a logo do Anjo da Guarda, tal como é feito hoje com o programa Nação Rubro Negra.

Esperamos que essas sugestões possam ser consideradas no momento do planejamento para 2016 deste importante e inovador programa, e que as ações comecem o quanto antes, visando um ótimo resultado em 2016.

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