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A firmeza na flexibilidade das convicções

imageO Presidente Bandeira é um dirigente de convicções. Muitas convicções. Às vezes várias convicções e contraditórias entre si sobre o mesmo tema. Ainda assim, um homem de muitas convicções. Talvez até demais.

Nada contra. Todo mundo pode voltar atrás em posições pessoais. Assim é a vida. Antes voltar atrás num erro do que persistir nele apenas por uma questão de método, apenas pela convicção de não mudar convicções.

O problema, o pequeno detalhe, é quando isso é feito em nome da Instituição Flamengo.

Não foi o Bandeira que decidiu não participar do Campeonato Carioca, depois resolveu colocar o time reserva, e por fim foi eliminado com o time titular, parcialmente poupado na antes prioritária Primeira Liga. Foi o Flamengo que, através das declarações desorganizadas de seu presidente, se expôs a este constrangimento.

Lembram daquela convicção sobre atração de patrocínios? Não é o networking nem os relacionamentos pessoais, mas o Flamengo que atrai investidores, dizia convicto, o presidente em busca de votos pela reeleição.

Vou direto pra convicção atual, pois esta tem diversas dimensões.

Primeiro a CBF é autoritária e obscura, depois elogiável. Tão elogiável que merece todo o desagravo, materializado no aceite do convite para chefiar a delegação de Dunga, Gilmar, del Nero e cia.

Não foi Bandeira que aceitou, mas o Flamengo, a quem ele serve e representa. Depois, após percepção tardia de problemas em sua gestão, Bandeira decide viajar por menos tempo. E hoje, após toda exposição de seu nome, e o que importa, do nome do Flamengo nessa novela de baixa qualidade, resolveu desistir.

Mas pior que isso, mantém os gestos elogiosos aos “autoritários e obscuros” da CBF, e quem sabe por isso, deixou combinado sua ida a alguns jogos na Copa América.

Isso significa que manterá boa parte de sua ausência, porém sem assumir as responsabilidades de chefe de delegação. Bônus sem ônus para si. Um Ônus sem bônus para o Flamengo.

Em resumo as suas convicções no exercício da presidência do Flamengo geraram conflito com o Conselho Diretor, com a Torcida, com pares de outros times, com parceiros da Liga…

Depois de todo desgaste, adota o discurso de desistência, mas manterá boa parte da ausência, e manteve o esforço de bom relacionamento com seus algozes até anteontem.

Sabe aquela convicção de que a FERJ e a CBF sem o Flamengo nada são?

E o que Bandeira de Mello seria sem o Flamengo?

Que Bandeira seja o que achar mais conveniente para si, até mesmo um homem de muitas convicções, mas que não contamine o Flamengo com suas contradições.

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